Doutorando e mestre em Didática pela Universidade Laval de Quebec (Canadá), Licenciado em Física pela Universidade de Brasília (UNB), pós-graduado e especialista em Avaliação Institucional pela Universidade Católica de Brasília.
Ele já foi diretor pedagógico da Assessoria de Ensino Unificado do Distrito Federal, hoje é responsável pelo Programa de Avaliação Seriada (PAS) da UNB. Com mais de 40 anos de experiência na área educacional, também é consultor educacional, conferencista e escreve artigos sobre educação para revistas de circulação nacional.
Moretto é autor de vários livros, um dos mais recentes é: “Prova um Momento Privilegiado de Estudo, Não um Acerto de Contas”.
Palestras
1. O DIA-A-DIA EM AULA DO PROFESSOR COMPETENTE
Preparar aulas ministrá-las e avaliar a aprendizagem dos alunos são três situações complexas que desafiam o professor em seu dia-a-dia. Abordá-las e resolvê-las com competência é o desafio do professor. O modelo VM que desenvolvemos é mais uma opção para ajudar o professor a ser cada dia mais competente no abordar e resolver os problemas quotidianos de sua atividade docente em sala de aula.
2. O CONTRATO DIDÁTICO: CONDIÇÃO PARA A FORMAÇÃO DA RESPONSABILIDADE AUTÔNOMA
Há um contrato didático que estabelece um compromisso recíproco na relação entre professor e aluno. Que características tem este contrato? Qual seu objeto? Que conseqüências para os processo de ensino e da avaliação da aprendizagem podem resultar de seu desconhecimento? A formação da responsabilidade autônoma está intimamente relacionada ao respeito ao contrato didático, cujas bases estão expressas no Projeto Pedagógico da escola.
3. COMO O ALUNO APRENDE? FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS DE UMA PERSPECTIVA COM FOCO NO CONHECIMENTO COMO CONSTRUÇÃO INDIVIDUAL MEDIADA PELO SOCIAL
Por longo tempo a prática pedagógica considerou o aluno como um receptor-repetidor de informações. A epistemologia positivista servia de base para esta prática e os fundamentos do behaviorismo justificavam a ação do professor. Novas teorias da aprendizagem surgiram com novas bases epistemológicas. Entre elas está o construtivismo sociointeracionista. Na sua divulgação e socialização parece ter havido bastante desconhecimento do foco epistemológico do construtivismo, tendo ele sido tratado como método. A argumentação sobre a aprendizagem do aluno com base nos fundamentos do construtivismo sociointeracionista é o objeto desta palestra.
4. PLANEJANDO A EDUCAÇÃO PARA COMPETÊNCIAS
Planejar a atividade pedagógica do professor é uma situação complexa. A tradição tem levado os professores a planejar com base na distribuição de conteúdos sistemicamente relacionados. O paradigma da educação para competências abre uma nova perspectiva, ou seja, no planejamento com foco na solução de situações complexas (situações problemas). Quais são os fatores fundamentais na elaboração do Planejamento de Ensino? Como eles devem ser tratados pedagogicamente para garantir sucesso no processo da aprendizagem?
5. AULA: REFLEXO DA EPISTEMOLOGIA DO PROFESSOR
Muitas vezes o professor se esmera para ensinar e o aluno parece não aprender. Tributa-se este fato ao desinteresse dos alunos, à sua falta de base, à rebeldia dos alunos de hoje, etc. Ao mesmo tempo constata-se, na avaliação da aprendizagem, que ela é o reflexo do ensino que induz à interiorização mais mecânica do que significativa de conhecimentos ensinados. O objetivo desta palestra é analisar a necessidade do conhecimento das teorias epistemológicas que, consciente o inconscientemente, orientam a prática docente.
6. EDUCAR PARA COMPETÊNCIAS: O DESAFIO PARA O PROFESSOR COMPETENTE
A constatação de um ensino rotulado como fraco, em todos os níveis da educação parece ser generalizada, tanto no sistema público como no privado, da educação brasileira. Escolas que se apregoam como “fortes” constatam que programas de avaliação externa (PISA, SAEB, ENEM, “PROVÃO”) revelam falta de competência de seus alunos para resolver situações complexas, com criatividade e fundamentação teórica. O que seria, então uma escola “forte”? De que forma o foco no paradigma da educação para competências pode oferecer parâmetros para avaliação da qualidade da educação em contexto escolar? Este é o objeto em debate desta palestra.
7. AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: UMA RELAÇÃO ÉTICA
Para muitos professores, avaliar a aprendizagem parece ser um dos grandes, quando não o maior problema, em sua prática pedagógica quotidiana. Eliminar “provas” seria, para muitos, a grande solução e o grande avanço para a modernidade. Na verdade, em nossa visão, o processo não é tão complexo como parece. Em lugar de elimina-lo é preciso ressignificá-lo e realiza-lo com base em uma relação ética entre professor e aluno. O objetivo deste encontro é analisar a avaliação da aprendizagem como uma relação ética.
8. OS FUNDAMENTOS PSICO-SOCIAIS, EPISTEMOLÓGICOS, DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS E ÉTICOS DA RELAÇÃO ENTRE PROFESSOR, ALUNO E SABER
As relações entre o professor, o aluno e do saber socialmente construído, dependem da compreensão do significado de alguns termos no contexto da educação na escola. Nos fundamentos psico-sociais os termos são: indivíduo, sujeito e pessoa. Nos epistemológicos: dado, informação, conhecimento e saber. Nos didático-pedagógicos: ensinar, aprender e avaliar a aprendizagem. Nos éticos: moral, ética. Analisar os termos, entender seus significados na educação em contexto escolar e verificar como este entendimento é de fundamental importância na relação docente discente é o objetivo desta palestra/mini-curso/estudo.
9. OS PCNS E VESTIBULARES: CONVERGÊNCIAS E DIVERGÊNCIAS
Os PCNs têm orientado a Educação no Brasil. Nem todos os professores leram e/ou dimensionaram a profundidade epistemológica das orientações deles emanadas. O argumento para justificar a resistência às novas orientações, em muitos casos, são os vestibulares. Estes, no entanto estão mudando sua orientação. O objetivo do encontro é traçar um paralelo entre as orientações do PCNs e a nova orientação dos Vestibulares e dos diferentes Concursos Nacionais.
10. O PAPEL DO ERRO NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO DO ALUNO
Na escola, de maneira geral, o erro tem sido considerado um evento negativo, a ser evitado a todo custo. Há um aspecto positivo do erro a ser considerado: o ponto de partida para uma análise comparativa com o acerto. Erro e acerto são eventos que só tem sentido se contextualizados. A análise da função do erro, sob o aspecto ético, e sua aplicação no contexto escolar, é o objetivo desta palestra. |